segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A VIDA COMO ELA É Capítulo. 2

Depois de muitos gritos de socorro, uma voz ao fundo pode ser ouvida.
- Calma minha garota. Aqui você estará segura.
-Como segura? Quem é você o por que me trouxe aqui?
- Meu nome é Jhon. Isso basta! Está com fome?
O homem misterioso soltou as mãos de Raquel para que ela pudesse comer as saborosas torradas que haviam ali, tal como uvas e café. Assegurando-se, claro, que não tinha como ela escapar.
Ao término do café Raquel agradeceu ao menos por mantê-la alimentada. E bem alimentada diga-se de passagem. Jhon então ligou um DVD para mostrar um vídeo feito por ele. Era Raquel indo de casa para o trabalho e do trabalho para casa.
-Mas o que é isso? Quem é você, afinal? O que você quer?
-Sei tudo sobre você. Está no trabalho as 8 e nunca se atrasa. Vive assim para sustentar você a prostituta da sua irmã.
-Cale-se seu desgraçado. Você não sabe de nada.
-Cale-se! - Ele a bateu no rosto- Acho melhor você ficar quieta, caso contrário sua irmãzinha também sofrerá consequências.

domingo, 30 de janeiro de 2011

A VIDA COMO ELA É Capítulo. 1

Era tarde da noite quando Raquel resolveu sair de casa. Não aguentava mais sua irmã todo dia com um homem na cama. Órfãs de mãe e pai, moravam sozinhas num kitnet onde só cabiam elas duas.
Sandra não dava mais ouvidos a sua irmã. Largou os estudos e foi viver da vida. Vida em casa melhor dizendo. Todo dia um ou outra diferente, ela não tinha preconceitos.
Raquel trabalhava num escritório e vivia a atender o telefone e escrever recados.
Ela não deveria ter saído aquela noite. Não de carro. Não naquela velocidade.
De cabeça quente por sua irmã mais uma vez não ouvi-la, ela resolveu andar pela cidade a procura de quem sabe um lugar melhor pra morar longe da irmã, longe de todo aquele meio que a cercava.
Sem encontrar nada e sem querer voltar pra casa e encontrar o que não queria ver, ela resolveu então andar mais um pouco e olhar a iluminação da cidade e logo começa a chover.
Caindo cada vez mais forte, os pingos de chuva não deram trégua a Raquel e ela ficou sem saber o que fazer. Acabou dormindo no carro e ao acordar pela manhã não sabia onde estava.
- Meu Deus! Que lugar é este?
Ainda sem despertar direito, pode perceber que estava presa pelas pernas e pelas mãos.
-Alguém por favor me tira daqui? Socorro!
Não obteve resposta. Só o eco de sua voz pairando pela sala iluminada pelos raios de sol.

A imensidão dos teus verdes

Quando os meus olhos se abrem

E se deparam com a imensidão do mar

Vejo dentro dos teus verdes

O brilho do mar ao me amar.

Como és belo verdes grande,

Azul do doce mar.

Branco neve como a lua,

A música romântica em noite de luar.

Estás a minha espera de longe,

Ao longe a me esperar.

Um dia tudo se encaixa.

E logo logo o dia chegará

E o tempo não vai voltar

Para que tudo que é sonho nosso realizar.

A MORTE

A morte nada mais é do que

A falta de corpo e matéria.

Fim de vida para começo

De outra qualquer.

Fins de laços que foram atados

Inicio de uma nova caixa a empacotar.

Sereá então que um dia esse novo laço

Desatará?

Fim da vida e início da morte,

Novos caminhos a trilhar

E por novas trilhas iremos passar.

Será ilusão? Será medo então?

O que quiser que seja e que

Ouse a passar em nossas cabeças

Vida e morte logo chega.

Morro pra viver

E é claro, vivo pra morrer.